quarta-feira, 11 de setembro de 2013

DEVERES DO ALUNO


Camila Franco

 Os deveres do aluno é uma questão que, em tese, é muito simples: trazer o material solicitado, desenvolver as atividades propostas, etc. Mas, pesquisando sobre o assunto, descobrimos que existem colégios (inclusive os particulares) que criam cartilhas sobre o tema, algo que incomoda muito os jovens que, por natureza, são dotados de certo espírito libertário.

Será realmente preciso? E a resposta: sim; é fato que a escola atual se encontra repleta de estudantes descompromissados, que parecem desconhecer os limites de suas atitudes. Se tivéssemos o mínimo de responsabilidade este conjunto que regras seria seguido espontaneamente, sem a necessidade de imposição.

Mas é importante salientar que nossos deveres vão muito além da sala de aula, porque têm a ver com cidadania: educação e respeito são imprescindíveis dentro e fora das escolas. Está aí, se fôssemos cidadãos mais conscientes, muitas coisas (inclusive o tratamento que recebemos) poderiam ser diferentes.


Portanto, lembremos sempre: antes de exigir o que queremos, precisamos fazer o que devemos.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL


ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL
Camila Franco

A escola integral é um método implantado pelo governo de SP em 2012 em 16 escolas de Ensino Médio, onde o auno permanece no colégio por 9 horas, tendo 3 refeições diárias e (teoricamente) diversas atividades. Até 2014, o número de instituições que irão aderir ao modelo deverá subir para 170.

E, embora pareça um assunto atual, é algo que existe desde a Antiguidade Clássica, segundo a pesquisadora Lígia Martha Coimbra da Costa Coelho, autora do artigo "História(s) da Educação Integral". Mas lembremos que a realidade brasileira hoje é completamente diferente da que existia na Grécia Antiga.
Na verdade, a ideia é muito boa. Mas sejamos realistas: se o número de profissionais já é insuficiente para as disciplinas básicas, como Língua Portuguesa e Matemática, imaginem para as demais! E como aumentar o salário do professor, se o Governo deverá contratar em dobro?

Algo que devemos observar também é: quem vai educar a criança? Cada dia mais,vemos famílias despedaçadas, atribuindo aos outros o dever de criar um filho. Será que esse aumento do horas na escola, aumentará a distância entre pais e filhos?  Será que essa medida não isentará, de alguma forma,os pais de suas responsabilidades?


Precisamos pensar seriamente nas consequências (boas e ruins) que este modelo pode trazer aos nossos alunos. Escola integral deve ser muito mais do que deixar os jovens jogando futebol na quadra, sentados no pátio ou fazendo coisas inúteis. É algo que precisa ser muito bem planejado, para que não perca a sua essência e passe a ser mais um projeto que só existe no papel, nas estatísticas e nas campanhas políticas.

MATERIAL PEDAGÓGICO


MATERIAL PEDAGÓGICO
Ana Paula Gomes

O Governo de São Paulo criou um programa chamado "São Paulo Faz Escola" que tem como objetivo implantar um único sistema pedagógico nas escolas de todo o estado. Assim, todos os alunos receberiam o mesmo material didático e cronograma. A intenção era unificar o ensino, melhorando-o, algo que não vem acontecendo.

Segundo o MEC, o governo de SP deverá gastar R$ 3795,52 por aluno. Mas analisemos COMO esse dinheiro será gasto e não somente QUANTO: será que tanta verba "investida" traz resultados satisfatórios?

Ao realizarmos uma pesquisa com alunos do ensino médio de uma escola pública de São Paulo, constatamos que a maioria não aprecia o material pedagógico fornecido, pois alegam que as apostilas, que deveriam agilizar o aprendizado, têm efeito contrário: uma vez que sua utilização é obrigatória, muitos professores determinam que os estudantes respondam páginas e páginas com pouca orientação, e muitos acabam copiando as respostas da internet, retardando a aprendizagem.

Outro ponto a ser observado é o seu conteúdo, que é muito fraco, além de não ser o mesmo (na maioria das vezes) do livro didático,, fornecido pelo Governo Federal. Então, há uma "disputa" entre os governos, e estamos todos de mãos atadas; professores, mesmo tendo condições de oferecer-nos algo melhor, são obrigados a usar a apostila ruim, e os alunos não aprendem o  que deveriam.


Para a educação melhorar -em São Paulo e no Brasil é necessário que nós cobremos dos governantes um empenho maior quanto ao ensino público. Isso é nosso direito e DEVER, porque nosso país só irá progredir quando investirmos mais e melhor na educação.

terça-feira, 18 de junho de 2013

CAMILA FRANCO
A progressão continuada é um método de ensino introduzido pelo renomado educador Paulo Freire. Segundo sua tese, reprovar não é a melhor solução, pois o aluno retido se sente desanimado a continuar os estudos em uma turma onde haja alunos mais novos e, por isso, acaba abandonando a escola.
Assim, mesmo aqueles que têm dificuldades de aprendizagem são promovidos, porém continuam tendo aulas de recuperação, a fim de que ele aprenda de fato o conteúdo ensinado.
Em SP, 99% das escolas públicas adotaram o método, atingindo 12 milhões de estudantes.
O problema, no entanto, é que a progressão continuada foi transformada em promoção automática: os alunos passam sem aprender e sem ter um acompanhamento pedagógico. Desta forma, entram para as estatísticas, mas na realidade, não sabem nada. A educação pública torna-se, então, quantitativa e não qualificativa, como deveria.
No dia 14 de agosto de 2012, o MEC divulgou a nota do IDEB 2011, e o estado de SP aparece em segundo lugar no ranking geral,(atrás apenas de SC). Veja abaixo:

ESTADO DE SP –IDEB 2011



2005
2007
2009
2011
Meta 2021
1° ao 5° ano
4,7
5,0
5,5
5,6
6,7
6° ao 9° ano
4,2
4,3
4,5
4,7
6,1
Ensino Médio
3,8
3,9
3,9
4,1
5,4










O notável crescimento nas notas do IDEB é utilizado como argumento contra aqueles que criticam o método. Mas observe que, à medida que o aluno avança para a série seguinte, a média diminui. Em 2011, enquanto os alunos do 1° ao 5° ano conseguiram um louvável 5,6 (a média nos países desenvolvidos é 6,0), os estudantes que cursam o Ensino Médio fizeram uma média de 4,1; a diferença é de 1,5.
É claro que a progressão continuada não é a única vilã da nossa educação: a falta de profissionais preparados, o desinteresse dos alunos, o baixo salário dos professores, estrutura física das escolas, material pedagógico fornecido, enfim, uma série de fatores contribui para o baixo desempenho escolar.
Mas é inegável que fazer com que um jovem passe sem aprender e sem ter um reforço adequado é somente mais um artifício usado pelos candidatos em suas campanhas.

Não se iludam: tudo aquilo que Paulo Freire idealizou foi distorcido e transformado numa falsa educação moderna.
Educar é muito mais do que colocar todos os estudantes dentro de uma sala de aula e dar-lhes um diploma: é fazê-los aprender de verdade. E o aprendizado é algo que vai muito além de apenas promover um aluno à série seguinte.



FONTES:
g1.globo.com
tvg.globo.com

www.psicopedagogia.com.br

QUEM SE INFORMA NÃO SE DROGA



  ANA PAULA GOMES
O consumo de drogas nas escolas de todo país cresceu assustadoramente nos últimos anos. Este problema atinge alunos de instituições públicas e privadas, pois não escolhe região ou nível social.
A causa deste aumento pode estar ligada a falta de orientação e discussão sobre o assunto de maneira adequada, transformando-o em um tabu. A prevenção é fundamental para que os jovens se conscientizem de seus riscos. As escolas não deveriam excluir este assunto de suas práticas pedagógicas, pois tem como papel principal formar cidadãos capazes de analisar e decidir o que é bom –ou ruim- para si.
Segundo uma pesquisa do Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) da Unifesp, 57% dos jovens entre 12 e 17 anos consideram que obter drogas “em qualquer momento é muito fácil”. Em 2001, 43,3% já tinham ingerido álcool; três anos depois, o índice subiu para 54,3%. Os brasileiros estão começando a usar drogas cada vez mais cedo; há casos de crianças de 10 anos de idade que já consomem bebidas alcoólicas, consideradas a porta de entrada para outros tipos de drogas (lícitas e ilícitas).


Outra pesquisa realizada pelo CEBRID e divulgada pela SENAD aponta que dos 48.155 jovens que participaram da pesquisa, 54% dos que já haviam usado algum tipo de droga estavam pelo menos um ano atrasados em relação aos outros alunos da mesma idade.
De acordo com o professor Paulo Rogério Morais, da Universidade Braz Cubas, que pesquisa as reações de substâncias químicas no organismo e a memória, o principal problema é o uso de álcool na fase da pré-adolescência: “Entre 10 e 12 anos, p adolescente está na fase de descobertas e o uso precoce pode fazer com que ele use o efeito da droga como estratégia contra as frustrações normais da idade”. (abp.org.br)
Uma das melhores saídas para esse grave problema é que as escolas desenvolvam projetos que esclareçam dúvidas de alunos e pais sobre dependência química e seus danos, atuando constantemente na luta para erradicar este mal que afeta milhares de famílias.




quarta-feira, 29 de maio de 2013

BRINCADEIRA SEM GRAÇA




ANA PAULA GOMES

Bullying é uma repetição de atos violentos contra a mesma pessoa durante um certo período. Normalmente essas agressões ocorrem através de apelidos maldosos e insultos. O bullying está presente em diversos lugares: na internet (cyber bullying), em escolas, faculdades e locais de trabalho.
A causa desse ataque é a intolerância e desrespeito pelas diferenças, pois geralmente as vítimas não se ajustam aos padrões estabelecidos pela sociedade. Os agredidos ficam constrangidos e com medo; por isso não denunciam.
Em casos extremos, as vítimas podem cometer atentados e logo em seguida suicídio. Um dos casos de maior repercussão aconteceu no Colorado (EUA) em 1999 quando os estudantes da Columbine High School , Eric Harris de 18 anos e Dylan Klebold  de 17, mataram 12 colegas e um professor e logo em seguida se suicidaram. Ambos sofriam bullying há anos.
A melhor saída para este problema é orientar, denunciar e punir, porque os agressores   precisam ter consciência de que seus atos podem ter graves conseqüências, como vimos no caso citado acima. E só então a sociedade passa a perceber a importância de discutir esse assunto.

BULLYING NÃO É BRINCADEIRA. É UM ATAQUE CRUEL, COVARDE E DESNECESSÁRIO.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O DIÁLOGO NOSSO DE CADA DIA



CAMILA FRANCO 

Sim, os tempos mudaram, os costumes são outros, a sociedade já não é mais a mesma. Dessa forma, a forma de ensinar também deve ser diferente. Palmatória e outros castigos físicos já não funcionam mais.
Televisão, internet, redes sociais... Um bombardeio de informações que fazem do jovem de hoje alguém cada vez mais antenado. A verdade pode vir (ou não) de várias fontes; assim, o professor deixou de ser o detentor da sabedoria e passou a figurar como orientador, aquele que mostra de qual delas devemos beber.
Há décadas atrás, havia nas salas de aula um degrau que separava o professor do aluno. Após a democratização do ensino, esse degrau desapareceu. Mas ainda existe na mente de muitos educadores, o que é um erro.
É imprescindível que todos entendam que o jovem não está em sala para “aprender e calar a boca”, como antes, mas para questionar, debater e, por vezes, desafiar. E é por isso que o diálogo é tão importante: para que seja uma relação saudável, de respeito, confiança e maturidade.
E também para que o professor esteja preparado não apenas para ensinar, mas para aprender, o que de maneira nenhuma deve ser motivo de vergonha. Muito pelo contrário: quanto mais aberta a relação aluno-professor, mais produtiva será sua aula, pois uma vez que estamos à vontade para dizer o que pensamos, mais empenhados estaremos na aula. Isso desenvolve o aprendizado, pois uma maior participação exige o uso da retórica, Língua Portuguesa, senso crítico, lógica e etc. de maneira agradável e interessante.
Muitos profissionais se dizem contra todas as formas de ditadura e pregam que devemos ser politicamente mais ativos e, na medida do possível, não-alienados. Mas se um aluno discorda de alguma opinião, é repreendido; se tenta criar um projeto e desenvolvê-lo na escola não tem apoio. E ainda tem que ouvir coisas do tipo “vocês não fazem nada”! Simples contradição ou a mais descarada hipocrisia?
Não estamos querendo dizer que o professor deva entrar nas salas e deixar que os alunos dêem aula em seu lugar, mas sim que a democracia deva REALMENTE existir, a opinião do jovem deve ser ouvida, respeitada e debatida, para que tenhamos alunos preparados não somente para o vestibular, mas também (e principalmente) para o mundo. Ou melhor, para mudá-lo.
Pode parecer utopia. Mas muitas conquistas, como a energia elétrica, o computador, o avião, pareciam. Até que alguém tentou.
É na escola que tudo começa. Inclusive a mudança.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

GREVE: A PALAVRA DOS PROFESSORES


Nesta última sexta-feira, dia 10, a APEOESP deu por encerrada a greve que teve início no dia 22 de abril. Os líderes sindicais foram hostilizados pelos que defendiam sua manutenção e o ato terminou em pancadaria.
Grande parte da sociedade mostrou-se contra a paralisação. Mas será que as pessoas realmente sabem que motivos os levaram a tomar uma decisão tão radical como a greve? Quais são suas principais reivindicações? E qual é a qualidade da educação que vem sendo oferecida aos alunos?
O blog “SOS Educação Peruibe” decidiu dar voz aos professores! Confira abaixo uma entrevista feita três educadores do estado de SP, que revela suas posições no que diz respeito a condições de trabalho, salário, material pedagógico, entre outros.

ENTREVISTA COM PREFESSORES GREVISTAS;
 Prof° 1: A., leciona Geografia em Jales, SP
Prof° 2: A. B., leciona Artes em Lorena, SP
Prof° 3: C., leciona Matemática em Presidente Prudente, SP

1.    Paralisação
1a. Objetivos: A paralisação tem por objetivos decidir sobre uma possível greve por tempo indeterminado, a partir de 22/04/2013, e chamar a atenção da sociedade sobre as condições salariais dos professores e sobre os problemas atuais das escolas e da educação no Estado de São Paulo.

1b. Motivos:
O governo do Estado de São Paulo se recusa a atender as reivindicações dos professores, e descumpre a Constituição e leis federais aplicadas à educação.

1c. Empecilhos para a paralisação:
·           Ameaça de demissão a professores “categoria O” e àqueles em estágio probatório;
·           Campanha caluniosa nas mídias, sobre as condições e a qualidade da educação no Estado de São Paulo;
·           E-mail enviado aos professores caluniando o sindicato e exaltando umas reuniões em que nada se resolve, e às quais nem o secretário da educação comparece.

2.    Reivindicações
·         Reposição das perdas salariais (não se pede aumento de salário);
·         Cumprimento real da Lei do Piso (lei federal);
·         Construção de escolas, a fim de reduzir o número de alunos por sala de aula, atendendo a resolução do Conselho Estadual de Educação;
·         Melhorias nas condições físicas das escolas (manutenção e reformas);
·         Fim da “progressão continuada” (que em São Paulo funciona como “promoção automática”);
·         Fim do contrato temporário de trabalho para professores substitutos (contratar pela CLT);
·         Fim do sistema de bônus aos professores (incluir o bônus no salário);
·         Realização de concursos públicos para a contratação de professores, de acordo com a Constituição Federal;
·         Fim da meritocracia e aprovação do Plano de Carreira do Magistério Paulista

1ª pergunta: Qual é sua opinião sobre o material pedagógico oferecido aos professores da Rede Estadual de Educação do Estado de São Paulo?
Prof. 1: “A qualidade é péssima. Sou professor de geografia, e as apostilas têm muitos erros, inclusive nos mapas e nas tabelas. As atividades e os exercícios são mal planejados e a maioria não ensina o que deveria ensinar. O conteúdo das apostilas é muito fraco e não nos permite aprofundar os alunos no conhecimento. As apostilas só colaboram para a piora da educação.”
Prof. 2: “Você quer dizer as apostilas? Porque têm livros muito bons, mas não chegam para todos os alunos. Agora, as apostilas: impossível usar. São muito ruins.”
Prof. 3: “A Diretoria Regional da Educação nos obriga a seguir a apostilinha do Estado. Isso é uma pena, porque elas são fracas. Há livros muito melhores, mas não podemos usar. Inclusive estou sabendo de um professor da minha região que está sendo processado (processo administrativo) porque não estava usando a apostila e o diretor da escola denunciou.”

2ª pergunta: O que você pensa da escola em tempo integral?
Prof. 1: “A ideia é excelente, mas do modo como estão sendo implantadas não vai funcionar. A escola integral deveria ter atividades para os alunos em tempo integral. E atividades diferentes de aulas. Os alunos deveriam aprender a tocar um instrumento musical, praticar esportes, ter aulas de teatro e de dança. Deveriam até aprender atividades práticas para a vida, como cozinhar e pintar paredes, mas não é isso o que se vê. Se vê os alunos presos na escola o dia inteiro sem ter o que fazer. Muitos alunos pedem transferência quando percebem o que está acontecendo. É mais uma boa ideia que não está sendo bem implementada.”
Prof. 2: “Nunca vi uma que desse certo.”
Prof. 3: “É uma brincadeira o que estão fazendo com os professores. Mais uma medida ditatorial do governo de São Paulo. Professor efetivo, concursado, perdendo o vínculo com a escola? Isso é um absurdo. O pior é que tem professor iludido com o aumento no salário que está embarcando nessa.”

3ª pergunta: Por que os professores não são valorizados?
Prof. 1: “Esse já é um problema cultural. A sociedade brasileira deixou de valorizar a educação. Antigamente, você perguntava para um pai de família o que era mais importante para a família dele, e a resposta era em primeiro lugar a educação dos filhos. Isso porque a educação não era para todos. Não havia vagas para todo mundo, então valorizava-se mais. Hoje, com a universalização da educação, não se dá mais a devida importância nem para a educação e nem para os professores. Os pais que valorizam a educação colocam os filhos em escolas particulares.”
Prof. 2: “Porque para os políticos não é interessante valorizar a educação. Um povo burro é mais fácil de ser enganado e roubado. O governo não quer criar cidadãos críticos para não se eleger mais depois.”
Prof. 3: “A culpa principal é do governo e das políticas públicas para a educação e para os professores. Com um salário indigno, o professor despencou de classe social, enquanto os trabalhadores subiram de classe. Na visão neoliberal, que é a nossa,  valoriza-se quem tem dinheiro. O professor não tem dinheiro e, por isso, é desvalorizado.”

Pergunta 4: E a progressão continuada?
Prof. 1: “É uma tendência mundial. Hoje em dia não se concebe mais que um aluno de 14 anos esteja no 6º ano, junto com um de 11. Essa situação é desestimulante para o aluno mais velho, que tenderá a abandonar a escola. A progressão continuada deveria vir atrelada com aulas de reforço para os alunos que apresentarem defasagem de aprendizado. Mas essas aulas de reforço teriam que ser no contra-turno, o que é impossível nas escolas estaduais, que têm todas as salas ocupadas em todos os turnos. Então, sem o reforço, a progressão continuada se transforma em promoção automática. Isso descaracteriza a progressão.”
Prof. 2: “É a maior vergonha do Brasil. Os alunos passam de ano sem saber nada. Tem aluno que nem abre o caderno, e mesmo assim vai passar de ano.”
Prof. 3: “É muito desestimulante para o aluno que estuda. Ele vê o colega que não faz nada passar de ano e pensa: - Se ele passou sem estudar, por que eu vou estudar? – O governo instituiu a meritocracia para os professores, mas o sistema de mérito não vale para o aluno. Passar de ano deveria ser a recompensa pelo estudo, e não automático. O aluno passa porque merece.”

Nossos agradecimentos aos professores que colaboraram.

Alana Davies Moura
Ana Paula Gomes
Camila Franco
George Colantônio
Gustavo Gabriel

domingo, 5 de maio de 2013

ATRAIR PARA EDUCAR, EDUCAR PARA CRESCER


                                                                                                           Camila Franco

  O baixo aprendizado escolar é uma realidade concreta, atual e preocupante. E sentimos seu reflexo em todos os setores da sociedade,como economia, segurança e politica.
  Pode ocorrer por diversos motivos, como afirma a psicopedagoga Nadia Bossa, que possui mestrado pela PUC-SP e doutorado pela USP: "Problemas emocional, cognitivo e pedagógico  tudo misturado(...) Temos crianças mal-alimentadas, famílias desestruturadas, um tremendo equivoco da escola com a população. " (g1.globo.com/educacao/noticia/2011).
  O desinteresse e uma das causas mas comuns do baixo aprendizado e da evasão escolar. A escola vem perdendo espaço, os alunos não  entendem a rasão de estudar determinadas matérias e ha diversas outras atividades consideradas mas "legais" que os estudos(mas que muitas vezes são ilegais) que atraem os jovens. "(...) Não basta garantir acesso ou criar programas de transferência de renda para assegurar que esses jovens permaneça na escola, é preciso torna-la mas atrativa, interessante e cativante. (...) ", declara Marcelo Neri, Coordenador de uma pesquisa da FGV-RJ sobre evasão escolar. (www.avj.org.br/jornaleeducacao/noticias/).
  Uma forma muito eficaz de atrair o interesse dos alunos e utilizando a tecnologia a favor da educação: slides, videos, musicas, documentários  etc. O importante e tornar a aula diferente, fazendo-nos aprender de forma leve e lúdica, alem de ser menos cansativa tanto para alunos quanto para professores.
  Precisamos estar alertas, pois a defasagem do aprendizado e um problema de todos, como diz ainda Nadia Bossa: "A responsabilidade pelo sucesso de uma criança na escola e dos nossos governantes e das famílias  naquilo que teriam como direito de cobrar dos governantes." E é uma bomba relógio  um pais com educação ruim jamais sera mas que um pais subidesenolvido, incapaz de competir com outras potencias no mercado internacional.

domingo, 28 de abril de 2013

UNIÃO + ADESÃO = EXITO


  Esta ultima greve dos professores do estado de SP tem fundamento, pois eles estão brigando por melhores condições de trabalho e, consequentemente, a melhoria da educação publica.
  Por outro lado, é prejudicial aos alunos, uma vez que a greve nos tira oportunidade de aprender, já que não ha quem ensine. Mas ainda assim, acreditamos que vale a pena realiza-la pois se suas reivindicações forem atendidas, haverá um considerável avanço no ensino publico.
  Contudo, apenas 25% da categoria esta paralisada; dessa forma não atingirão seus objetivos, pois a meta de qualquer greve é mostrar que deve-se valorizar os profissionais , porque a falta deles causa grandes danos. E, nesse, caso não é isso que esta acontecendo: "Governo de SP diz que greve não afetou aulas.(...) Secretaria considera normal numero de ausência de professores nos dois turnos." (www.estadao.com.br/noticias) .
  Se houvesse 100% de adesão, a greve teria menor duração, maior eficiência e o prejuízo seria minimo. Devemos lembrar, no entanto, que a aderência total e uma utopia. E mais: os filhos do excelentíssimo governador Geraldo Alckmin jamais estudaram em uma "E.E." . Ele não esta sendo atingido(afetado).
  todos os setores da sociedade deveriam exigir seus direitos, porem de uma forma mas eficaz: utilizando melhor os meios de comunicações de massa como s redes sociais , propaganda "boca-a-boca" etc, o que provocara discussões generalizadas devido a polemica(como no caso da diminuição da maioridade penal, por exemplo) e, portanto melhores resultados.

Gustavo Gabriel
Alana Davies Moura
Ana Paula Gomes
Camila Franco
George Colantoneo de Tavora

terça-feira, 23 de abril de 2013

Caindo aos Pedaços

                                                                                                                          Ana Paula Gomes

  A E.E. Dr. Francisco Pereira da Rocha esta com sérios danos em sua estrutura física  são eles: queda do forro e buracos no piso de algumas salas; em dia de chuva ocorre infiltrações em vários pontos do colégio  Isso é um absurdo!
  O Estatuto da criança e do adolescente( ECA) do osso pais rege que todos os alunos tem o direito uma educação de qualidade, isso inclui uma boa estrutura do prédio escolar; não podemos continuar convivendo com essa situação.
  A escola deveria ser um lugar prazeroso e seguro, mas com esses riscos eminente acaba se tornando perigoso.
  Estamos ciente que esses danos não ocorrem somente em nossa escola, porem temos o dever e o direito de cobrar melhorias do governo.

  Segundo a diretoria, a reforma da unidade escolar esta prevista para 2014. Mas já deveria ter sido efetuada ha anos. O Brasil é o pais onde mas se paga impostos, e é impossível que não haja dinheiro em caixa. A verba esta ai.
  Falta vontade politica e mobilização popular.

domingo, 21 de abril de 2013

Fale Conosco !!

Ola pessoal que visita nosso blogue, foi feito um facebook para quem quiser adicionar e divulgar se possível:

  • www.facebook.com/soseducacaoperuibe

 E os E-mail:

  • guga.zyzz@gmail.com
  • george.tavora@gmail.com
  • camilafrancovieira@gmail.com

Greve Prejudica ou Não?

 Atualizado em sexta-feira, 19 de abril de 2013 - 17h25

Em greve, professores fecham a Av. Paulista

A categoria reivindica reposição salarial de 36,74%, e a Secretaria Estadual da Educação oferece reajuste de 8%
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 1.500 pessoas estão no local / ABCDigipress/Folhapress De acordo com a Polícia Militar, cerca de 1.500 pessoas estão no localABCDigipress/Folhapress


A categoria reivindica reposição salarial de 36,74%, e a Secretaria Estadual da Educação oferece reajuste de 8%. No entanto, diz o Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), o aumento proposto pelo governo significa, na prática, reajuste de apenas 2%, com o desconto da inflação.

“Dois por cento de reajuste é vergonhoso para nós e para o estado mais rico da nação”, afirmou a presidente do sindicato, Maria Isabel Noronha.

Além do reajuste, os professores reivindicam o cumprimento da lei que determina que um terço da jornada de trabalho seja destinada a atividades de formação e preparação de aulas e a extensão dos direitos da categoria aos contratados temporariamente. Em nota, a Secretaria da Educação diz que cumpre a exigência de liberar os professores para as atividades extra-classe.

Da Avenida Paulista, os professores deverão seguir em passeata até a Praça da República, onde fica a Secretaria da Educação

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Quem Somos !!

Somos alunos da escola E.E. Dr. Francisco Pereira da Rocha, que fica localizada em Peruibe-SP. Estamos no terceiro colegial, ano de ENEM e vestibulares precisamos de um ensino de qualidade e condições decentes de aprendizado, coisa que infelizmente não vem acontecendo.

Gustavo G.
George C.
Camila F.
Ana P.
Alana D.

Prezado(a) Leitor,
Se você tiver alguma dúvida, esteja à vontade para nos contatar.
Preencha seus dados e sua mensagem através de nosso Post .

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Falta de Profissionais Prejudica Futuras Gerações

                    



                                                                                                             Alana Davies Moura


  A falta de profissionais na área da educação esta aumentando a cada ano e esta situação vem prejudicando os alunos. Essa carência de professores ocorre por falta de interesse dos universitários  Isso porque a desvalorização da profissão por parte do poder publico.
  Uma entrevista realizada com um professor que trabalha na rede publica, mostra indignação  Ele preferiu não se identificar mas chamaremos de Profº D.
  "Ser professor é um grande desafio, porque trabalhamos muito e ganhamos pouco, e quando se chega na sala de aula, a uma parte dos alunos que não se interessa em aprender. É preciso tornar a escola mas atrativa.
  Infelizmente o governo na realidade se interessa em colocar propagandas na TV, fica bem com os órgãos internacionais e com a sociedade. E se olharmos por cima esta tudo muito bom. Mas se pararmos para analisar profundamente, veremos que não é bem assim. Hoje em dia, só da aula quem não conseguiu outro emprego ou quem ama muito sua profissão".
  Concordo com a opinião do Profº D, infelizmente o governo da prioridade muitas vezes as coisas banais e não as necessidades urgentes que a população tem.
  O que esta acontecendo nas escolas são alunos com limitações físicas e intelectuais sendo incluídos juntamente com alunos sem qualquer tipo de deficiência.
  Sabemos que toda criança tem o direito a educação segundo a constituição. Porem temos que ter a consciência de que muito dos profissionais não tem orientação para atende-las da melhor forma possível e com isso acabam não sabendo até onde colaborar desses alunos, e se vê desorientados sobre essa situação.
  A situação seria o poder publico valorizar mas a categoria, maiores salario, menor carga horaria, melhores condições de trabalho e também um preparo para que se exerça esse com deficientes de forma adequada para que os universitários passem a se interessar novamente pela carreira.