quarta-feira, 15 de maio de 2013

GREVE: A PALAVRA DOS PROFESSORES


Nesta última sexta-feira, dia 10, a APEOESP deu por encerrada a greve que teve início no dia 22 de abril. Os líderes sindicais foram hostilizados pelos que defendiam sua manutenção e o ato terminou em pancadaria.
Grande parte da sociedade mostrou-se contra a paralisação. Mas será que as pessoas realmente sabem que motivos os levaram a tomar uma decisão tão radical como a greve? Quais são suas principais reivindicações? E qual é a qualidade da educação que vem sendo oferecida aos alunos?
O blog “SOS Educação Peruibe” decidiu dar voz aos professores! Confira abaixo uma entrevista feita três educadores do estado de SP, que revela suas posições no que diz respeito a condições de trabalho, salário, material pedagógico, entre outros.

ENTREVISTA COM PREFESSORES GREVISTAS;
 Prof° 1: A., leciona Geografia em Jales, SP
Prof° 2: A. B., leciona Artes em Lorena, SP
Prof° 3: C., leciona Matemática em Presidente Prudente, SP

1.    Paralisação
1a. Objetivos: A paralisação tem por objetivos decidir sobre uma possível greve por tempo indeterminado, a partir de 22/04/2013, e chamar a atenção da sociedade sobre as condições salariais dos professores e sobre os problemas atuais das escolas e da educação no Estado de São Paulo.

1b. Motivos:
O governo do Estado de São Paulo se recusa a atender as reivindicações dos professores, e descumpre a Constituição e leis federais aplicadas à educação.

1c. Empecilhos para a paralisação:
·           Ameaça de demissão a professores “categoria O” e àqueles em estágio probatório;
·           Campanha caluniosa nas mídias, sobre as condições e a qualidade da educação no Estado de São Paulo;
·           E-mail enviado aos professores caluniando o sindicato e exaltando umas reuniões em que nada se resolve, e às quais nem o secretário da educação comparece.

2.    Reivindicações
·         Reposição das perdas salariais (não se pede aumento de salário);
·         Cumprimento real da Lei do Piso (lei federal);
·         Construção de escolas, a fim de reduzir o número de alunos por sala de aula, atendendo a resolução do Conselho Estadual de Educação;
·         Melhorias nas condições físicas das escolas (manutenção e reformas);
·         Fim da “progressão continuada” (que em São Paulo funciona como “promoção automática”);
·         Fim do contrato temporário de trabalho para professores substitutos (contratar pela CLT);
·         Fim do sistema de bônus aos professores (incluir o bônus no salário);
·         Realização de concursos públicos para a contratação de professores, de acordo com a Constituição Federal;
·         Fim da meritocracia e aprovação do Plano de Carreira do Magistério Paulista

1ª pergunta: Qual é sua opinião sobre o material pedagógico oferecido aos professores da Rede Estadual de Educação do Estado de São Paulo?
Prof. 1: “A qualidade é péssima. Sou professor de geografia, e as apostilas têm muitos erros, inclusive nos mapas e nas tabelas. As atividades e os exercícios são mal planejados e a maioria não ensina o que deveria ensinar. O conteúdo das apostilas é muito fraco e não nos permite aprofundar os alunos no conhecimento. As apostilas só colaboram para a piora da educação.”
Prof. 2: “Você quer dizer as apostilas? Porque têm livros muito bons, mas não chegam para todos os alunos. Agora, as apostilas: impossível usar. São muito ruins.”
Prof. 3: “A Diretoria Regional da Educação nos obriga a seguir a apostilinha do Estado. Isso é uma pena, porque elas são fracas. Há livros muito melhores, mas não podemos usar. Inclusive estou sabendo de um professor da minha região que está sendo processado (processo administrativo) porque não estava usando a apostila e o diretor da escola denunciou.”

2ª pergunta: O que você pensa da escola em tempo integral?
Prof. 1: “A ideia é excelente, mas do modo como estão sendo implantadas não vai funcionar. A escola integral deveria ter atividades para os alunos em tempo integral. E atividades diferentes de aulas. Os alunos deveriam aprender a tocar um instrumento musical, praticar esportes, ter aulas de teatro e de dança. Deveriam até aprender atividades práticas para a vida, como cozinhar e pintar paredes, mas não é isso o que se vê. Se vê os alunos presos na escola o dia inteiro sem ter o que fazer. Muitos alunos pedem transferência quando percebem o que está acontecendo. É mais uma boa ideia que não está sendo bem implementada.”
Prof. 2: “Nunca vi uma que desse certo.”
Prof. 3: “É uma brincadeira o que estão fazendo com os professores. Mais uma medida ditatorial do governo de São Paulo. Professor efetivo, concursado, perdendo o vínculo com a escola? Isso é um absurdo. O pior é que tem professor iludido com o aumento no salário que está embarcando nessa.”

3ª pergunta: Por que os professores não são valorizados?
Prof. 1: “Esse já é um problema cultural. A sociedade brasileira deixou de valorizar a educação. Antigamente, você perguntava para um pai de família o que era mais importante para a família dele, e a resposta era em primeiro lugar a educação dos filhos. Isso porque a educação não era para todos. Não havia vagas para todo mundo, então valorizava-se mais. Hoje, com a universalização da educação, não se dá mais a devida importância nem para a educação e nem para os professores. Os pais que valorizam a educação colocam os filhos em escolas particulares.”
Prof. 2: “Porque para os políticos não é interessante valorizar a educação. Um povo burro é mais fácil de ser enganado e roubado. O governo não quer criar cidadãos críticos para não se eleger mais depois.”
Prof. 3: “A culpa principal é do governo e das políticas públicas para a educação e para os professores. Com um salário indigno, o professor despencou de classe social, enquanto os trabalhadores subiram de classe. Na visão neoliberal, que é a nossa,  valoriza-se quem tem dinheiro. O professor não tem dinheiro e, por isso, é desvalorizado.”

Pergunta 4: E a progressão continuada?
Prof. 1: “É uma tendência mundial. Hoje em dia não se concebe mais que um aluno de 14 anos esteja no 6º ano, junto com um de 11. Essa situação é desestimulante para o aluno mais velho, que tenderá a abandonar a escola. A progressão continuada deveria vir atrelada com aulas de reforço para os alunos que apresentarem defasagem de aprendizado. Mas essas aulas de reforço teriam que ser no contra-turno, o que é impossível nas escolas estaduais, que têm todas as salas ocupadas em todos os turnos. Então, sem o reforço, a progressão continuada se transforma em promoção automática. Isso descaracteriza a progressão.”
Prof. 2: “É a maior vergonha do Brasil. Os alunos passam de ano sem saber nada. Tem aluno que nem abre o caderno, e mesmo assim vai passar de ano.”
Prof. 3: “É muito desestimulante para o aluno que estuda. Ele vê o colega que não faz nada passar de ano e pensa: - Se ele passou sem estudar, por que eu vou estudar? – O governo instituiu a meritocracia para os professores, mas o sistema de mérito não vale para o aluno. Passar de ano deveria ser a recompensa pelo estudo, e não automático. O aluno passa porque merece.”

Nossos agradecimentos aos professores que colaboraram.

Alana Davies Moura
Ana Paula Gomes
Camila Franco
George Colantônio
Gustavo Gabriel

domingo, 5 de maio de 2013

ATRAIR PARA EDUCAR, EDUCAR PARA CRESCER


                                                                                                           Camila Franco

  O baixo aprendizado escolar é uma realidade concreta, atual e preocupante. E sentimos seu reflexo em todos os setores da sociedade,como economia, segurança e politica.
  Pode ocorrer por diversos motivos, como afirma a psicopedagoga Nadia Bossa, que possui mestrado pela PUC-SP e doutorado pela USP: "Problemas emocional, cognitivo e pedagógico  tudo misturado(...) Temos crianças mal-alimentadas, famílias desestruturadas, um tremendo equivoco da escola com a população. " (g1.globo.com/educacao/noticia/2011).
  O desinteresse e uma das causas mas comuns do baixo aprendizado e da evasão escolar. A escola vem perdendo espaço, os alunos não  entendem a rasão de estudar determinadas matérias e ha diversas outras atividades consideradas mas "legais" que os estudos(mas que muitas vezes são ilegais) que atraem os jovens. "(...) Não basta garantir acesso ou criar programas de transferência de renda para assegurar que esses jovens permaneça na escola, é preciso torna-la mas atrativa, interessante e cativante. (...) ", declara Marcelo Neri, Coordenador de uma pesquisa da FGV-RJ sobre evasão escolar. (www.avj.org.br/jornaleeducacao/noticias/).
  Uma forma muito eficaz de atrair o interesse dos alunos e utilizando a tecnologia a favor da educação: slides, videos, musicas, documentários  etc. O importante e tornar a aula diferente, fazendo-nos aprender de forma leve e lúdica, alem de ser menos cansativa tanto para alunos quanto para professores.
  Precisamos estar alertas, pois a defasagem do aprendizado e um problema de todos, como diz ainda Nadia Bossa: "A responsabilidade pelo sucesso de uma criança na escola e dos nossos governantes e das famílias  naquilo que teriam como direito de cobrar dos governantes." E é uma bomba relógio  um pais com educação ruim jamais sera mas que um pais subidesenolvido, incapaz de competir com outras potencias no mercado internacional.

domingo, 28 de abril de 2013

UNIÃO + ADESÃO = EXITO


  Esta ultima greve dos professores do estado de SP tem fundamento, pois eles estão brigando por melhores condições de trabalho e, consequentemente, a melhoria da educação publica.
  Por outro lado, é prejudicial aos alunos, uma vez que a greve nos tira oportunidade de aprender, já que não ha quem ensine. Mas ainda assim, acreditamos que vale a pena realiza-la pois se suas reivindicações forem atendidas, haverá um considerável avanço no ensino publico.
  Contudo, apenas 25% da categoria esta paralisada; dessa forma não atingirão seus objetivos, pois a meta de qualquer greve é mostrar que deve-se valorizar os profissionais , porque a falta deles causa grandes danos. E, nesse, caso não é isso que esta acontecendo: "Governo de SP diz que greve não afetou aulas.(...) Secretaria considera normal numero de ausência de professores nos dois turnos." (www.estadao.com.br/noticias) .
  Se houvesse 100% de adesão, a greve teria menor duração, maior eficiência e o prejuízo seria minimo. Devemos lembrar, no entanto, que a aderência total e uma utopia. E mais: os filhos do excelentíssimo governador Geraldo Alckmin jamais estudaram em uma "E.E." . Ele não esta sendo atingido(afetado).
  todos os setores da sociedade deveriam exigir seus direitos, porem de uma forma mas eficaz: utilizando melhor os meios de comunicações de massa como s redes sociais , propaganda "boca-a-boca" etc, o que provocara discussões generalizadas devido a polemica(como no caso da diminuição da maioridade penal, por exemplo) e, portanto melhores resultados.

Gustavo Gabriel
Alana Davies Moura
Ana Paula Gomes
Camila Franco
George Colantoneo de Tavora

terça-feira, 23 de abril de 2013

Caindo aos Pedaços

                                                                                                                          Ana Paula Gomes

  A E.E. Dr. Francisco Pereira da Rocha esta com sérios danos em sua estrutura física  são eles: queda do forro e buracos no piso de algumas salas; em dia de chuva ocorre infiltrações em vários pontos do colégio  Isso é um absurdo!
  O Estatuto da criança e do adolescente( ECA) do osso pais rege que todos os alunos tem o direito uma educação de qualidade, isso inclui uma boa estrutura do prédio escolar; não podemos continuar convivendo com essa situação.
  A escola deveria ser um lugar prazeroso e seguro, mas com esses riscos eminente acaba se tornando perigoso.
  Estamos ciente que esses danos não ocorrem somente em nossa escola, porem temos o dever e o direito de cobrar melhorias do governo.

  Segundo a diretoria, a reforma da unidade escolar esta prevista para 2014. Mas já deveria ter sido efetuada ha anos. O Brasil é o pais onde mas se paga impostos, e é impossível que não haja dinheiro em caixa. A verba esta ai.
  Falta vontade politica e mobilização popular.

domingo, 21 de abril de 2013

Fale Conosco !!

Ola pessoal que visita nosso blogue, foi feito um facebook para quem quiser adicionar e divulgar se possível:

  • www.facebook.com/soseducacaoperuibe

 E os E-mail:

  • guga.zyzz@gmail.com
  • george.tavora@gmail.com
  • camilafrancovieira@gmail.com

Greve Prejudica ou Não?

 Atualizado em sexta-feira, 19 de abril de 2013 - 17h25

Em greve, professores fecham a Av. Paulista

A categoria reivindica reposição salarial de 36,74%, e a Secretaria Estadual da Educação oferece reajuste de 8%
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 1.500 pessoas estão no local / ABCDigipress/Folhapress De acordo com a Polícia Militar, cerca de 1.500 pessoas estão no localABCDigipress/Folhapress


A categoria reivindica reposição salarial de 36,74%, e a Secretaria Estadual da Educação oferece reajuste de 8%. No entanto, diz o Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), o aumento proposto pelo governo significa, na prática, reajuste de apenas 2%, com o desconto da inflação.

“Dois por cento de reajuste é vergonhoso para nós e para o estado mais rico da nação”, afirmou a presidente do sindicato, Maria Isabel Noronha.

Além do reajuste, os professores reivindicam o cumprimento da lei que determina que um terço da jornada de trabalho seja destinada a atividades de formação e preparação de aulas e a extensão dos direitos da categoria aos contratados temporariamente. Em nota, a Secretaria da Educação diz que cumpre a exigência de liberar os professores para as atividades extra-classe.

Da Avenida Paulista, os professores deverão seguir em passeata até a Praça da República, onde fica a Secretaria da Educação